O que é Kratom? – Guia para quem está começando

Kratom é uma planta (Mitragyna Speciosa Korth) nativa de países do Sudeste asiático, tais como Tailândia, Indonésia, Bornéu e Malásia. Embora também possa ser encontrada em outros países, esses são os principais. O kratom também é primo de uma bebida muito popular que a maioria das pessoas toma diariamente: o café. Ambos pertencem a familia Rubiaceae, conquanto o kratom não contém cafeína em sua composição, muitas pessoas usam ele para aumento de foco e energia. Os nativos desses países tem se benefíciado dessas folhas para diversas finalidades à milenios.

Folha de Kratom

A indústria que cerca esta planta maravilhosa tem crescido muito nos últimos 10 anos. Por estar se tornando cada vez mais proeminente e amplamente usado, vemos um interesse global da comunidade cientifica em estudar a Kratom de perto. É importante lembrar que os suplementos totalmente naturais afetam as pessoas de maneiras diferentes e com quantidades diferentes. Gostamos de dizer que é uma jornada. Pessoas que estão começando no vasto mundo do kratom, geralmente se confundem com as cepas e doses. Por isso é muito importante buscas informações de fontes seguras, dessa forma sua jornada será bem sucedida.

História no Brasil e no Ocidente

Embora a Kratom venha sendo usado por milênios no seu país de origem, a introdução nos países ocidentais é bastante recente. Nos EUA, tem sido usado como suplemento fitoterápico, para aumentar o foco e a energia, auxiliando na ansiedade, depressão e dores crônicas. E também no combate a epidemia de opiáceos que ocorre por lá, auxiliando no tratamento de dependentes quimicos.

Os registros mais antigos de documentação da planta no oeste datam de 1800, e em alguns documentos médicos ao longo de 1900, mas foi no final dos anos ’90 e início dos anos 2000 que a indústria realmente explodiu.

Mapa Mundi – Sudeste Asiático

No Brasil o kratom ainda é uma novidade, tendo chegado em meados de 2015. A planta é legal no país, embora esteja listada como NSP (Nova Substância Psicotrópica) de base vegetal, seguindo a definição da UNODC. No entanto, por ser uma substância não regulada pela Anvisa, não pode ser vendido para consumo humano, apenas para fins acadêmicos e de pesquisa.

Nesse pouco tempo em solos brasileiros, o kratom já vem sendo alvo de ataque de alguns veículos de comunicação, que abandonando sua função, se preocupam demasiadamente em obter maiores índices de audiência do que propriamente noticiar de forma imparcial. Apontam uma planta medicinal como uma “nova droga sintética” a ser dizimada, visando única e exclusivamente abocanhar o olhar da platéia. 

Farmacologia do Kratom

A popularidade do Kratom tem crescido muito nos últimos 15 anos e nos últimos 5 principalmente. Por causa disso, temos visto um aumento nos esforços para identificar e caracterizar os agentes farmacológicos ativos que medeiam os efeitos do kratom no corpo. Os varejistas e fornecedores da indústria também estão pressionando por mais conhecimento sobre a planta. Embora as pessoas que usam a kratom regularmente digam que ela tem um valor absolutamente medicinal e não temos dúvidas sobre isso, o que estamos procurando é por que e como ela funciona.

Até agora, mais de 20 compostos ativos foram isolados das folhas de kratom, e evidências consideráveis ​​mostram que esses compostos têm efeitos farmacológicos importantes. No entanto, ainda temos muito a aprender. Até agora os dois principais constituintes farmacologicamente ativos identificados são a mitraginina e 7-hidroximitraginina.  São eles os reponsáveis pelos principais efeitos farmacológicos.

Efeitos do Kratom

No sudeste da Ásia, o kratom tem sido usado há muito tempo para o tratamento de dor e alivio de sintomas de dependencia em opiódes, como heroína e analgésicos prescritos. São esses os aspectos da farmacologia da kratom que têm recebido a maior atenção científica (um estudo concluído recentemente pela Universade da Florida e Faculdade de Medicina de Harvard comprovou a eficácia do Kratom no alívio de dores e de sintomas de abstinência).

A maior parte da dos efeitos do kratom com atividade semelhante aos opióides foi atribuída à presença dos alcalóides indólicos, mitraginina e 7-hidroximitraginina. Ambos os compostos demonstraram ter efeitos analgésicos e antinociceptivos (redução na capacidade de perceber a dor) em animais, embora a 7-hidroximitraginima seja mais potente. Estudos recentes indicam também vários efeitos no sistema nervoso central e também atividade antiinflamatória.

Apesar do fato do kratom vir sendo amplamente divulgado e usado como um “opioide legal”, poucos estudos científicos abordaram as propriedades psicoativas da planta. A maioria das informações disponíveis são baseadas em relatórios e experiências pessoais de usuários/pacientes. Conforme observado anteriormente, o kratom produz uma combinação peculiar de efeitos estimulantes e analgésicos. Esses efeitos estão diretamente relacionados com a dose administrada e podem variar significativamente de um indivíduo para o outro. Doses baixas a moderadas (1-5 g de folhas em pó) geralmente produzem um efeito estimulante leve que a maioria dos indivíduos percebe como agradável. É digno de nota que aqueles que usam kratom para o controle da dor tendem a ver os efeitos estimulantes como sendo mais desejáveis ​​do que os efeitos sedativos dos opióides tradicionais.

Os efeitos semelhantes aos dos opioides (analgésicos, eufóricos e sedativos) estão tipicamente associados ao uso de doses moderadas-altas de kratom (5-15g). Tal como acontece com os efeitos de doses mais baixas, os efeitos de doses mais altas podem ser eufóricos ou disfóricos, dependendo do indivíduo.

Conclusão

Há muita informação sobre o Kratom na internet, entretanto, todo cuidado é pouco nessa hora. Infelizmente, existem pessoas/meios de comunicação mal intencionados que prestam o deserviço de espalhar mentiras sobre uma planta que pode ser a salvação para alguns; Portanto, se você acabou de iniciar seu estudos, não há nada a temer. É inimaginavel a quantidade de vidas que se beneficiam e podem vir a se beneficiar dessa planta. No entanto, isso não significa que ela seja para todos. O kratom afeta de maneira diferente cada pessoa, por isso, deve ser usado com sabedoria e consciência, para que não acabe como a planta da cannabis: mal compreendida, classificada erroneamente e demonizada.

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